quinta-feira, 13 de outubro de 2011

"O que a vida me ensinou"

"A ideia do politicamente correto vem sendo deturpada. Virou uma vigilância moralista, irmã da censura e da demagogia. Há quem queira sempre aparecer atacando ferozmente isso ou aquilo, disseminando paranoias na sociedade.
Esses radicalismos não constroem um mundo melhor. Pelo contrário, fazem com que todo mundo desconfie de todo mundo. Fazem com que gente correta seja apedrejada antes de qualquer julgamento formal. Afinal, divulga-se a teoria de que ninguém presta, de modo que precisamos estar todos entrincheirados, armados em posição permanente de defesa.
Na verdade, existe a propaganda politicamente correta, em que tudo está politicamente certinho, mas o resultado pode ser uma campanha chata, bizarra ou tediosa. E existe também o politicamente incorreto, que muitas vezes é super engraçado, mas que pode ser mal-educado, preconceituoso e desrespeitoso.
No meio disso tudo, tem o politicamente saudável, o modelo de abordagem que: respeita a inteligência das pessoas; explora o bom humor e gera alegria. tem como baliza o bom-senso; não agride ninguém, isto é, não insulta etnia, condição social ou credo; nunca é mal-educado ou grosseiro.
Por vezes, uma peça publicitária parecer perfeita, mas é monótona, enfadonha e gera só aborrecimento. Por causa dela, milhões de pessoas mudam de humor, subitamente, o que também é nocivo para a sociedade. Então, se é chata, não dá. A vida é muito curta para ser maçante."

Washington Olivetto, "O que a vida me ensinou", página 86.

domingo, 9 de outubro de 2011

Nós, as eternas desprotegidas (por Martha Medeiros)

"Como é sabido, um comercial de lingerie da qual Gisele Bundchen é garota-propaganda está sendo considerado ofensivo às mulheres. No comercial, se aconselha a melhor maneira de uma esposa dar uma notícia ruim ao marido: primeiro Gisele aparece vestida, dizendo que bateu o carro dele, e depois aparece de calcinha e sutiã dando a mesma notícia. De igual forma quando avisa que estorou o cartão de crédito ou quando comunica que a mãe dela vai morar com eles. Situações clichês entre casais, vistas com bom humor. Se um homem perde o rebolado ao ver uma beldade em trajes sumários (outro clichê), então é assim que se vai amassar a fera.
Seria apenas mais um comercial valendo-se de uma piada, sem nenhuma consequência para a moral da sociedade, mas como temos hoje uma mulher chefiando a nação, a Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República se sentiu no dever de pedir que a propaganda saísse do ar. Um tiro no pé. Como se não tivéssemos massa cinzenta suficiente para julgar o que assistimos.
Ter uma presidente demonstra que estamos alinhados com uma mentalidade menos preconceituosa e indica que possivelmente nossa soberana tenha maior sensibilidade para avaliar questões que interessam às mulheres, como desigualdades salariais, ausência de creches, violência doméstica, dificuldade de fazer mamografias e tantos outros fatores cuja interferência do Estado é bem-vinda. Palpites em propaganda de lingerie, não carece.
Mulher nenhuma vai esperar o marido de calcinha e sutiã à luz do dia, no meio da sala, a não ser que tenha perdido o juízo ou seja, de fato, uma ubermodel. Mulher não convida a mãe para morar com o casal, salvo em casos de emergência ou como recurso para terminar o casamento de vez. Mulheres não batem o carro mais do que homens, só arranham um pouquinho. Mas é verdade que toda mulher sonha em ser Gisele. Como jamais será, comprar a calcinha e o sutiã que ela usa dá uma falsa ilusão de parecença.
Propaganda mostrando mulheres frívolas que escolhem um homem por causa do carrão dele, ninguém comenta. Mulheres de avental e com um espanador na mão sendo trocadas por um jogo de futebol (papel que a própria Gisele encarnou numa campanha de canal por assinatura) tampouco causam estranhamento. Homens comparando mulher e cerveja, normal. Por que uma mulher utilizando sua sensualidade em benefício próprio seria uma influência mais danosa?
Chega desse paternalismo com as mulheres, como se a gente fosse umas bobocas que não sabem pensar, não sabem avaliar o que veem e não sabem rir de si mesmas. Os publicitários se valem de estereótipos e não denigrem a imagem de ninguém, a não ser deles mesmos, quando fazem comerciais ineficientes - o que, pela polêmica gerada, não foi o caso. E o governo tem coisa bem mais séria com que se preocupar. I hope."

Martha Medeiros, Zero Hora, 5 de outubro de 2011

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Recado às crianças atuais

Fui criança. Mas bem criança mesmo. Tive infância. Brinquei de Barbie até dizer chega, corri pelos parques da cidade, sonhei com montanhas de algodão doce, vesti roupinhas de plástico nas Pollys. Cresci e me tornei quem sou hoje. Tudo ao seu tempo. Não sou o sonho de consumo da sociedade atual. Não sou linda, alta, magra, maquiada e miss perfeitinha. Muito pelo contrário. Não estou onde me imaginava quando pensava no futuro - trabalhando na Coca Cola, com dinheiro para comprar o que eu quiser. Mas acredito que todos os caminhos que trilhei e todas as escolhas que fiz durante minha vida me levaram até onde estou agora. E sei que não faria nada diferente se tivesse a chance. Estou na faculdade estudando para a profissão que tanto amo, tenho um namorado maravilhoso e companheiro, meus pais são os melhores que eu podia imaginar, meu amigos são lindos queridos e leais. Não estou onde eu planejava, e agradeço por isso. Não trocaria minha vida de agora por absolutamente nada nesse mundo. Sou feliz. :)

terça-feira, 31 de maio de 2011

As vezes eu odeio a tecnologia.

Mandei um e-mail para uma vaga de estágio super legal, na mesma rua que a minha, um site bem bacana, descolado e tal, bem estilo algo que eu faria. Mandei o e-mail pela minha conta do Hotmail, e ele me enviou uma mensagem de erro. Determinada a mandar meu currículo para essa vaga, insisti em tentar mandar o e-mail. A mensagem de erro persistiu. Pedi então ajuda de uma amiga minha, que me deu acesso a sua conta de e-mail, e consegui enviar, finalmente, a mensagem que tanto queria.
Recebi um retorno, e aí então descobri que meu e-mail não havia falhado no envio em nenhum momento, ou seja, a agência recebeu mais de uma mensagem minha igual! Respondi, é claro, contando o que havia ocorrido e pedindo desculpas, e agora estou aqui torcendo para que essa traição do hotmail não me custe essa vaga de estágio!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Nunca entenderei

As pessoas agem de maneiras estranhas e sem sentido, que acho que nunca entenderei. Para que menosprezar a religião alheia quando todas se resumem a um mesmo princípio: fé? De que adianta ficar brigando, chamando o outro de burro por acreditar em Alá em vez de Deus, quando, parando para pensar, eles representam a mesma coisa? Admiro aqueles que não se envolvem em discussões religiosas, aqueles que respeitam a crença de cada um, sem deixar a sua ser abalada. Não compreendo muitas religiões, mas respeito todos aqueles que conseguem fazê-lo. Por vezes até os invejo. Tenho minhas crenças, mas fé absoluta em um ser superior, não consigo ter.
Nunca entenderei preconceito. Quantas boas amizades são perdidas por causa disso? Nunca entenderei rir de alguém por ser gordo, não se pode criar opinião sobre uma pessoa sem antes conhecê-la (e se ela sofreu algum tipo de trauma ou tem alguma doença genética? ou ainda, e se ela é saudável e feliz desse jeito?). Nunca entenderei neuroses de beleza. Dando um exemplo típico do mundo atual, Lady Gaga. Muita gente diz que ela é louca de pedra (e, ok, por normal ela não passa), mas ela traz consigo uma mensagem extremamente importante - seja você mesma. Para mim, a música dela Born This Way diz tudo. Assim como The Fear, Lilly Allen e Crazy, do Simple Plan.
Nunca entenderei homofobia. Não sei o que leva alguém a odiar tanto PESSOAS. Agora te deixei chocado, né? Mas siiiim, homossexuais SÃO pessoas, seres humanos normais, como eu e como você. Alguns dizem que eles acabam com a instituição familiar, eu digo que eles dão lares felizes para muitas crianças deixadas à adoção. Tem gente que fala "o movimento homossexual". Cara, como assim "movimento"? Desde quando amor, relação, é "movimento"?
Esse mundo é difícil mesmo. Negros tiveram que sofrer os terrores da escravidão para conquistar seus direitos (e ainda hoje muitos sofrem preconceito); as mulheres tiveram que lutar muito para poderem ser consideradas da mesma forma que os homens. E agora isso. Comecei uma espécie de aposta na humanidade: recortei a matéria do jornal sobre o dia internacional contra a homofobia, e decidi guardar todas as notícias sobre homossexuais na esperança de, no futuro mostrar para minha filha e dizer: "isso é para tu saber que, não importa quem tu seja, o que tu goste ou faça e o quanto as pessoas tentem te atingir, não desiste nunca. Eles lutaram, mas conseguiram."
Nunca entenderei como as pessoas aplaudem a guerra e vaiam o amor.

domingo, 8 de maio de 2011

Não há memórias em que não apareçam..

Nem lembranças em que elas não estejam.
Sempre nos dias tristes e felizes, foi com elas que eu ri e chorei.
Se estou longe as sinto por perto, nunca ninguém vai nos separar, elas guardam todos meus segredos, é um tesouro a nossa amizade.


PARABÉNS A TODAS AS MÃES, PELO SEU DIA :)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Mac... Donald's?


Nãão! Mac... BOOK PRO 2011!!!

Meu pai (http://cdfobundadeaco.blogspot.com/) me fez essa baita surpresa, um dia em que tinhamos ido ao Bourbon Ipiranga para fazer compras no Super e demos uma passada na Fast para ver os preços e ele, depois de conversar e negociar um tempo com o vendedor, simplesmente disse "vou levar então!".

Ok, vou fazer uma observação de que estou pagando também por ele, agora que estou me tornando uma pessoa de verdade, tenho um estágio e tudo. Já faço parte do mundo louco onde é preciso correr para fazer tudo - ter aula, trabalha, estudar, fazer trabalhos, namorar, ser uma boa filha, sobrinha, afilhada, amiga.... aaaah! Não é fácil! Mas espero estar desempenhando o papel da melhor maneira possível! Quanto ao meu papel como blogueira, eu sei, não precisam me dizer, eu o tenho desempenhado da pior forma possível, mas prometo que tentarei melhorar - arranjar um tempo no meio de todas as minhas outras designações a cumprir para me dedicar a isso hehe

Aí está ele, olhem e babem (sim, eu sei, ter um dos melhores notebooks do mundo me tornou mais esnobe que o normal, mas eu não posso evitar... é mais forte que eu... JURO!)


terça-feira, 12 de abril de 2011

Photoshop (:


Depois de muita luta, finalmente consegui (graças ao meu colega) instalar o Photoshop! No meu computador em casa já percebi que só terei o programa quando comprar meu MacBook Pro, mas por hora consegui instalar na empresa que estou estagiando - inclusive já utilizei para arrumar algumas fotos utilizadas no vídeo que eu fiz para a empresa.

Esta foto eu tirei do por do sol lá de casa, mas como usei uma câmera compacta CyberShot, não consegui captar bem as tonalidades do céu naquela hora. Então decidi usar o Photoshop para tentar deixar mais semelhante ao que eu estava vendo na hora de tirar a foto - e que não foi possível captar originalmente (ok, eu admito, deixei um pouquinho mais vermelho, não resisti).

quarta-feira, 30 de março de 2011

Razões para acreditar... que não pode ser.

Estava vendo os novos comerciais da Pepsi e da Coca Cola. Eu admito que sou suspeita para julgar, uma vez que acho a Coca mil vezes superior à Pepsi em todos os aspectos, mas acho que a maioria das pessoas vai concordar, pelo menos, com a superioridade da campanha da Coca.

Enquanto a Pepsi fez a sua basicamente assumindo que nunca será líder de mercado e desistindo dessa briga, a Coca fez um comercial lindo, comovente, falando das razões para acreditar que o bem prevalece no mundo - e ainda usando essa mensagem para por no final "existem razões para acreditar. Os bons são maioria." o que, no meu ponto de vista, faz referência quase direta ao fato de que eles são líderes, dizendo que a Coca cola é maioria por que é boa. Achei o comercial simplesmente genial. Não tem como assistir aos dois e não rir do "pode ser" da Pepsi (e não me refiro ao riso de achar graça nas piadas, falo do riso de descrença na inferioridade do comercial) . Ainda mais pela parte que viria antes da cena inicial da propaganda: "uma Coca, por favor."


Abaixo, os comerciais. Ligue o som!!


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